Guia devocional da Bíblia

Estabelecer um relacionamento sólido e íntimo com Deus

Cultivar uma vida cristã autêntica cujo testemunho cristão que é percebido em casa, no trabalho e na comunidade

Trabalhar em conjunto com outros cristãos com o objetivo de crescer no conhecimento e amor de Jesus Cristo

Pastor Paul Chan

O Pr. Chan, um Contador Certificado no Reino Unido e Canadá, trabalhou como contador e diretor executivo no âmbito comercial por cerca de 21 anos antes de ser chamado pelo Senhor em 1991 para ser ministro evangélico de tempo integral. Depois disso ele completou seus estudos teológicos, primeiro no Regent College (M. Div.) e depois no Eastern Baptist Seminary (D. Min.). Mais tarde ele teve a oportunidade de servir na Primeira Igreja Batista e na Igreja Lord's Grace em Vancouver antes de assumir o posto de Secretário-Geral na CCM USA. Após sua aposentadoria, ele assumiu funções pastorais interinas nas igrejas Grace Chinese Alliance Church (Concord, Califórnia) e Richmond Chinese MB Church (Richmond, BC). Durante 30 anos, sua experiência anterior em gestão e negócios lhe deu o privilégio de caminhar ao lado de homens e mulheres cristãos no mundo empresarial que visavam crescimento espiritual e relevância no local de trabalho. Essa experiência o levou a desenvolver para esses cristãos o programa de Discipulado Total Growth, um estudo de 31 semanas cujo objetivo é promover um crescimento pessoal a longo prazo. Ele também desenvolveu um Guia Devocional de Cinco Anos (disponível em inglês e chinês no site de Total Growth), um programa de estudo indutivo que percorre quase toda a Bíblia. Ele tem um casamento feliz, com dois filhos e quatro netos, e reside na Califórnia e na Colúmbia Britânica.

Estudios Bíblicos

Mateus

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OU

Semana 9 Dia 7
21:1-11

  1. Tente imaginar como você se sentiria se fosse um dos dois discípulos que Jesus enviou para buscar o potro. Escreva uma descrição do que aconteceu, no formato de uma entrada de diário, como o que você teria escrito no final do dia.
  2. O que essa experiência significaria para você? Essa experiência foi necessária? Por que ou por que não?
  3. Imagine que você fosse o jumentinho amarrado ali, no qual ninguém se sentou até que o Messias o montou para fazer Sua entrada em Jerusalém. Que lição espiritual você pode tirar dessa história? (Pense sobre declarações como esta: "O Senhor precisa deles".)
  4. Leia Salmo 118:25-26 e Zacarias 9:9-10. O que significavam estas ações da multidão? O que eles esperavam que acontecesse em breve em Jerusalém? O que os Doze esperavam? Quão diferente foi a entrada de Jesus como Rei dos Reis em sua própria cidade das entradas que faziam os imperadores gregos ou romanos de Sua época? Por que Jesus escolheu entrar num potro em vez de entrar num garanhão?
  5. Qual é a principal mensagem para você hoje e como pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
O Rei humilde

Muitas vezes considero uma bênção não ter vivido nos dias de Jesus e, mais ainda, não ter sido um judeu naquela época.

Conheço minha personalidade suficientemente bem para saber que eu provavelmente teria sido um dos fariseus. Eu teria ficado muito cético ao ver como Jesus violava abertamente o sábado e até afirmou ser Deus. No entanto, a parte de Sua vida que teria sido a mais difícil para eu aceitar é Sua última semana em Jerusalém, começando com a Sua entrada no jumentinho.

Se eu fosse um desses judeus que tiveram que viver sob ocupação estrangeira, depois de mais de 400 anos de apatia religiosa, meu anseio pelo Messias teria sido muito forte. Apesar de todo o meu ceticismo com relação a Jesus pelas razões já mencionadas, tenho certeza que dentro de mim teria surgido um raio de esperança de que Ele realmente fosse o Messias. Sem dúvida O teria seguido se ele tivesse feito algo para comprovar que realmente era o Messias (por exemplo, derrotar os romanos).

Mas Sua entrada em Jerusalém teria endurecido meu ceticismo de forma permanente. Todos os reis ou governantes de Seu tempo cavalgavam em carruagens puxadas por vários garanhões, acompanhados de pompa e solenidade. Mas este rei dos judeus estava montado num burro, como se Ele fosse uma criança brincando de rei! Era a coisa mais ridícula! Como é que eu teria acreditado que Ele era um rei, muito menos Deus? Como é que eu poderia me associar a um perdedor como Ele!

Mas apesar de tudo, nosso Senhor Jesus fez isso de propósito. Por quê?

Existe uma explicação do dito de Jesus sobre o fundo da agulha (em Mateus 19) que, apesar de ser uma pura ficção do século 15 (Lenski, Mateus, 755), acertou na aplicação. De acordo com essa explicação inventada, o "fundo da agulha" é uma expressão que se referia a uma porta de entrada para Jerusalém que era tão baixa que era necessário agachar-se para entrar. Embora essa história seja falsa, o argumento é válido. Poderemos entrar no reino deste rei tão humilde somente quando estivermos dispostos a nos associar com Ele em todos os Seus aspectos.

Ao chegarmos à "entrada" deste tempo quaresmal, abandonemos todo o nosso orgulho, nosso desejo de sermos reconhecidos e nossa fome de poder; aprendamos a dizer com o nosso humilde Rei:

"Mas eu sou verme, e não homem…" (ARC) (Salmos 22: 6)

Semana 10 Dia 1
21:12-17

A fim de prestar um "serviço" aos fiéis, os sacerdotes permitiam a venda de pombas para os sacrifícios, assim como a operação de um câmbio de divisas para "facilitar" o pagamento das ofertas. Mas Jesus os acusou de serem "ladrões" e os expulsou (do pátio) do templo. Com quais argumentos os sacerdotes poderiam ter justificado sua decisão de permitiram esse tipo de atividade? Como a acusação de Jesus serviu para purificar os seus motivos?

  1. Jesus raramente usava a violência. Por que Ele a usou desta vez? O que isso nos ensina sobre o coração de Jesus?
  2. Jesus expressa o Seu desejo de que "minha casa será chamada casa de oração".
    1. Em que sentido(s) a igreja pode realmente ser chamada uma casa de oração?
    2. E que contribuição você pode fazer para transformar a igreja numa casa de oração?
  3. Por que os principais sacerdotes e escribas ficaram indignados com a cura dos enfermos e as exclamações das crianças?
    1. Qual dessas coisas provavelmente os indignou mais?
    2. Como é que as crianças aprenderam a gritar Hosana a Jesus?
    3. Que lição podemos aprender destas crianças?
  4. Qual é a principal mensagem para você hoje e como pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
Casa de oração

Quando eu era criança, tinha muita curiosidade ao ver um adolescente que sempre andava sozinho no calor da tarde vestido de uma camisa e calça social, como se ele estivesse indo para a escola. Ele nunca me dizia para onde ia; por isso, um dia, eu resolvi segui-lo. Depois de andar por mais ou menos 15 minutos, ele chegou a uma igreja e se persignou; em seguida entrou, ajoelhou-se e orou. Não vi mais ninguém na igreja, somente ele.

Claro, era uma igreja católica. Naquela época, eu ainda não havia nascido de novo, e raramente ia à igreja. Meu único contato tinha sido com igrejas protestantes, não igrejas católicas. Por isso, foi uma experiência nova para mim encontrar uma igreja que estava aberta 24 horas por dia e disponível para qualquer pessoa que quisesse entrar e orar.

Depois de tantos anos, aquela imagem de meu amigo ajoelhado orando numa igreja vazia permanece gravada na minha mente. Para dizer a verdade, cada vez que leio a declaração de Jesus de que "minha casa será chamada casa de oração", anseio que minha igreja seja como aquela para onde meu amigo foi naquela tarde. Receio que o nosso zelo de reforma nos tem levado a jogar fora o trigo com a palha. O que quero dizer é isso: com a restauração do princípio de "sola scriptura" (somente as Escrituras), também temos descartado a ênfase na oração. É uma pena.

A maioria dos cristãos participa nos cultos de adoração para cantar hinos e ouvir sermões. Em sua graça, o Espírito Santo frequentemente nos fala por meio de canções, leituras das Escrituras e sermões, mas em seguida observa enquanto tudo o que Ele acaba de enfatizar para nós se perde após "um breve momento de oração silenciosa" no final do culto. Não será lembrado durante a semana.

Eu acredito que esse "breve momento de oração silenciosa" é o momento mais crítico da nossa adoração. É um momento decisivo para nos acalmar, refletir sobre o que o Espírito Santo nos disse e responder diligentemente por meio de uma oração sincera. Infelizmente, na maioria das igrejas, especialmente naquelas onde são celebrados vários cultos, nos dão somente alguns segundos para inclinar a cabeça antes de sermos conduzidos para fora do santuário. Apesar disso, nossas almas ficão satisfeitas com a ideia de que já adoramos, de que já estivemos na casa de oração de Deus. Já é hora de parar de enganar a nós mesmos e defraudar o nosso Deus!

Semana 10 Dia 2
21:18-22

  1. A história da figueira é um tanto estranha, um fato que a torna muito interessante. Você pode anotar cuidadosamente todos os elementos desta hisória que lhe parecem estranhos ou anormais? (Pense na fome de Jesus, Sua presciência e a maldição que Ele pronunciou; Ele nunca havia amaldiçoado nada antes disso.)
  2. É óbvio que Jesus fez isso de propósito. Quais seriam os propósitos ou lições que Ele queria ensinar aos discípulos ao amaldiçoar uma árvore infrutífera?
  3. Ao mesmo tempo, Jesus usou a figueira seca como uma lição prática sobre a fé; Ele até o expandiu para incluir a remoção de montanhas. Se você orasse por um desses pedidos, qual deles exigiria mais fé — que uma árvore secasse ou que uma montanha fosse removida?
  4. De acordo com o livro de Atos dos Apóstolos, como foi que os apóstolos exerceram a fé? Eles oraram para que as montanhas fossem tiradas?
  5. Qual é a principal mensagem para você hoje e como pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
Nada, a não ser folhas!

Eu lhe convido a refletir pausadamente sobre a letra deste antigo hino, examinando-se à luz do fato de que Jesus amaldiçoou uma árvore em Mateus 21 — o único relato nos Evangelhos no qual Jesus amaldiçoa algo:

William J. Henry, 1911

(Consulte a versão bilíngue desta lição.)

Semana 10 Dia 3
21:23

  1. Todas as pessoas haviam escutado sobre o poder de Jesus para pregar e curar. Por que os principais sacerdotes e os anciãos não se juntaram ao povo para ouvi-Lo pregar?
  2. Não é estranho que esses líderes religiosos não tenham perguntado se Jesus realmente tinha realizado esses milagres, mas em lugar disso desafiaram a Sua autoridade para "faze[r] estas coisas"? O que essa atitude lhe ensina sobre os líderes e seus corações?
  3. Jesus já lhes tinha mostrado claramente qual era a base da Sua autoridade ao sempre se referir a Deus como Seu Pai. Qual era seu problema com Jesus, então?
  4. Por que Jesus não respondeu diretamente à sua pergunta, mas em vez disso dirigiu a sua atenção ao assunto do batismo de João? Qual tinha sido o problema dos líderes com João Batista?
  5. Portanto, como é que Jesus lhes revelou qual era seu verdadeiro problema?
  6. Embora na maioria dos casos Jesus tenha aproveitado a oportunidade para responder diretamente à oposição, desta vez ele decidiu não fazê-lo. Por que Ele teria feito isso?
  7. Qual lição devemos lembrar cada vez que reclamamos que Deus não responde às nossas perguntas?
  8. Qual é a principal mensagem para você hoje e como você pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
Para que não nos arrependamos!

Os líderes religiosos questionaram Jesus, dizendo: "Com que autoridade estás fazendo estas coisas?" A expressão "estas coisas" se refere à cura de cegos e coxos e talvez à expulsão dos mercadores do pátio do templo em Mateus 21. Em essência, Jesus se recusou a responder à sua pergunta.

Acho que há uma lição importante aqui que devemos aprender.

Deus não é obrigado a responder às nossas perguntas. Uma vez que Ele é o nosso Pai Celestial, Ele sem dúvida adora quando Seus filhos vêm a Ele com frequência para falar com Ele, compartilhar as últimas notícias com Ele e ouvi-Lo. Qualquer pai amoroso ama essas coisas.

Mas se nos apresentarmos a Ele sem nenhum desejo de obedecê-lo, será uma perda de tempo para Ele responder às nossas perguntas.

Os principais sacerdotes e os anciãos da cidade vieram a Jesus para fazer uma pergunta cuja resposta eles não tinham a intenção de obedecer. Por que Jesus perderia Seu tempo dando-lhes uma resposta?

No entanto, por mais que eles não merecessem uma resposta, Jesus foi tão misericordioso que lhes mostrou qual era o seu verdadeiro problema. Ao contrastar sua rejeição de João Batista com a receptividade dos cobradores de impostos, e até mesmo das prostitutas, com relação ao batismo de arrependimento de João, Jesus mostrou qual era o verdadeiro problema: "E, mesmo depois de verem isso, vocês não se arrependeram nem creram nele" (NVI-PT). (Mateus 21:32)

Na opinião desses ouvintes os coletores de impostos e prostitutas eram pecadores sem esperança. Portanto, o fato de o poder de Deus ter obrado neles de tal maneira que, apesar de suas vidas pecaminosas, até mesmo eles haviam respondido ao batismo de João, mostra que os sacerdotes e os anciãos realmente não tinham nenhuma desculpa para não ter honrado João Batista como um profeta de Deus. Mas eles não o fizeram. É por isso que teria sido totalmente inútil se Jesus lhes tivesse mostrado quem Ele era.

Assim como Isaías tinha predito, eles estavam decididos a rejeitar a verdade, uma vez que, se eles a recebessem, sua única opção seria se arrepender, e essa era a última coisa que eles queriam fazer. Como resultado, eles ouviriam, mas nunca entenderiam, eles veriam, mas nunca perceberiam. (Mateus 13:14)

Da próxima vez que percebermos que já se passou muito tempo desde a última vez que a Palavra de Deus nos tocou, devemos nos examinar para determinar se temos o mesmo espírito que esses líderes religiosos tiveram.

Semana 10 Dia 4
21:28-32

Jesus usou a maioria de suas parábolas para contrastar os líderes religiosos com os "pecadores" arrependidos que eles tanto desprezavam. Esse é precisamente o objetivo desta parábola.

  1. Por que Jesus usou dois "filhos" como personagens nesta parábola?
  2. Qual foi o problema do primeiro filho?
  3. Por que ele retificou o seu erro?
  4. Qual era o problema do segundo filho?
  5. Em que sentido os líderes religiosos eram como o segundo filho?
  6. Nesta passagem, Jesus nos diz claramente quem eram esses pecadores que os líderes tanto desprezavam. Que eram?
  7. Por que e como (esses pecadores desprezados) retificaram os seus caminhos errantes?
  8. De acordo com o v. 31, podemos dizer que não havia esperança para os líderes religiosos?
  9. De acordo com v. 32, por que o arrependimento de cobradores de impostos e prostitutas devia ter um impacto sobre esses líderes religiosos?
  10. Qual é a mensagem essencial desta parábola e como você pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
Coletores de impostos e prostitutas?

Os escritores dos Evangelhos sinópticos usam com frequência a expressão "cobradores de impostos e pecadores" (vide Mateus 9:10, 11; 11:19; Marcos 2:15, 16; Lucas 5:30, 7:34 e 15:1). Já sabemos quem eram os cobradores de impostos – aqueles judeus que compravam licenças dos romanos para cobrar impostos (e com frequência impostos adicionais) do povo. Eles eram considerados traidores e desprezados pelo povo. Mas a quem se refere a palavra pecadores?

Em Mateus 21:31, Jesus nos dá a resposta quando diz:

"Digo-lhes a verdade: Os publicanos e as prostitutas estão entrando antes de vocês (os líderes religiosos) no Reino de Deus" (NIV-PT).

Aliás, fiquei muito surpreso a primeira vez que percebi que esta palabra "pecadores" se referia às prostitutas, porque isso significa que, ao contrário de nós, nosso Senhor Jesus Cristo não as evitava como se fossem a peste. Ele até comia com elas enquanto lhes ensinava a Palavra de Deus. De certa forma, é compreensível que evitemos as prostitutas a fim de não sermos (os homens) tentados. Mas isso não significa que temos o direito de discriminá-las na hora de compartilhar o evangelho.

Tive o privilégio de acompanhar um jovem cristão que tinha uma grande paixão por alcançar as pessoas marginalizadas. Certa noite, ele e eu nos reunimos depois da meia-noite para andar pelas ruas de Vancouver. Levamos uma garrafa térmica de chocolate quente e alguns biscoitos. Uma das pessoas que cumprimentamos e servimos era uma prostituta. Era muito óbvio que ele tinha abusado do seu corpo com as drogas. Ele parou e aceitou os nossos doces, e logo compartilhou a sua dor conosco. Oramos por ela com palavras de bondade e encorajamento das Escrituras (as quais ela conhecia muito bem). Senti que a tratamos como Jesus teria feito.

Antes daquele encontro, eu também havia tido o privilégio de liderar uma equipe de irmãos e irmãs que visitou um motel perto daquele lugar que abriga algumas das pessoas marginalizadas que moram na região. Era dirigido por um irmão que era membro de uma igreja do centro, onde ele era pastor. Antes disso, ele tinha me confrontado com as seguintes palavras: "Se você deixar as prostitutas entrarem na igreja para louvar e se sentarem com a minha família, nós deixaremos a igreja."

Pela graça de Deus, esse irmão abraçou o coração de Jesus e agora tem dedicado a sua vida a trazer os "publicanos e pecadores" para o Reino de Deus.

Semana 10 Dia 5
21:33-46

  1. "Compreenderam que ele falava a respeito deles"(NIV-PT) (v. 45). É óbvio que a vinha é um símbolo da nação de Israel. Com isso em mente, que tipo de relacionamento existe entre Israel e Deus, de acordo com esta parábola?
  2. Quem são os servos? O que Jesus busca salientar ao mencionar os sucessivos envios dos servos?
  3. Você se lembra de pelo menos um profeta que foi maltratado pelo povo? Como o trataram?
  4. Qual foi a lógica do pai de família quando decidiu enviar o seu filho? Suas expectativas eram razoáveis? Por quê?
  5. Qual foi o castigo sugerido pelos ouvintes? É razoável? Por que ou por que não?
  6. O que a citação do Salmo 118:22-23 no versículo 42 tem a ver com esta parábola? Reflita sobre os seguintes elementos destacados nessa profecia: "os construtores", "a pedra angular", "isso vem do Senhor" e "maravilhoso".
  7. É óbvio que Jesus é a pedra que foi rejeitada.
    1. O que significa a frase "aquele que cair sobre esta pedra" (NVI-PT)?
    2. Qual é o resultado dessa queda?
    3. O que significa a frase "aquele sobre quem ela cair" (NVI-PT)?
    4. Qual é o resultado dessa queda?
  8. Qual é a principal mensagem para você hoje e como você pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
A hostilidade contra Cristãos

Muitos de meus amigos cristãos ficam desconfiados com as ações de atletas cristãos que agradecem a Deus e oram em público. Já ouvi muitos cristãos bem-intencionados dizerem: "Deus não se importa com o futebol!".

Prefiro usar uma abordagem bastante simples e fazer a seguinte pergunta: "Deus se importa com a carreira de um de Seus filhos (como eu)?". A resposta é óbvia. Deus se importa com toda a minha pessoa, e isso inclui a minha carreira. E quanto a Teebow e Lin, cujas carreiras respectivas são o futebol americano e o basquete, digo com toda a certeza que Deus se importa com eles e com suas carreiras.

Todos nós sabemos que, se esses dois realmente amam o Senhor, sua demonstração pública de agradecimento a Deus não é nada diferente da minha quando faço uma oração de agradecimento antes de comer. Embora existam pessoas que se ofendem com isso, eles não irão me impedir.

E se esses atletas realmente amarem ao Senhor, o que eles pedirão em suas orações não será tanto que possam vencer, mas que possam dar o melhor de si e aceitar o resultado com gratidão e submissão. Tenho certeza de que Teebow e Lin estariam de acordo comigo. No entanto, embora não nos deva surpreender quando a exibição pública de sua fé ofende o mundo secular, é muito triste saber que outros atletas cristãos os atacam, como os não-cristãos.

Teebow e Lin estão motivando os jovens cristãos não só a seguir os seus sonhos, mas a imitar sua fé em Cristo. Por isso, devemos orar por eles, não necessariamente para que sejam bem-sucedidos no que fazem, mas para que Deus os proteja para que possam permanecer fiel a Cristo, sem serem manchados pelo sucesso ou o esplendor.

A verdade é que ambos incomodam as elites de seus respectivos esportes. Teebow faz isso de forma não convencional, enquanto Lin não é um dos favoritos. No entanto, isso está em sintonia com a forma em que Deus sempre obra, exaltando os que são humildes aos olhos do mundo para silenciar os orgulhosos.

Semana 10 Dia 6
22:1-14

  1. Que detalhes fazem desta parábola da festa de casamento diferente da parábola anterior sobre a vinha?
    1. Qual é o evento descrito nesta parábola?
    2. Qual é o objetivo do evento?
    3. Quem é aquele que convida?
    4. Quem são os convidados?
  2. Nesta parábola, os servos são enviados para aqueles que já tinham recebido um convite.
    1. Quais são as respostas descritas na parábola?
    2. Em cada caso individual, como é retratada graficamente a resposta negativa que as pessoas (inclusive hoje) dão ao evangelho?
    3. Em Sua parábola, Jesus os descreve como os "convidados". Em que sentido os judeus eram os "convidados"?
  3. No v. 8, por que o Rei disse que aqueles convidados "não eram dignos"?
  4. Quem são os próximos a serem convidados? O que as "esquinas" representam? (vide Efésios 2:12)
  5. Por que é convidada "gente boa e gente má"?
  6. Por que alguns chegaram "sem veste nupcial"? O que é representado pelo veste nupcial? (vide Apocalipse 7:9-14.)
  7. Por que o homem "emudeceu" quando foi confrontado?
  8. Qual é o resultado de não participar do banquete de casamento?
  9. Qual é o significado da frase "Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos" (NVI-PT)? Nesta parábola,
    1. Quem são os convidados?
    2. Quem acaba participando do banquete?
    3. São eles os escolhidos? Ou são eles os que escolhem (responder ao convite e vestir a veste nupcial)?

Quem escolhe quem?

  1. Qual é a principal mensagem para você hoje e como você pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
De quem é a escolha?

Na parábola do banquete de casamento em Mateus 22, descobrimos que os convidados originais (isto é, o povo eleito, os judeus) recusaram o convite.

Alguns ignoraram o convite e foram para seus campos, enquanto outros saíram para administrar os seus negócios. Eles não tinham tempo para Deus. Esta imagem talvez descreva a maioria das pessoas do mundo secular. Elas estão tão envolvidas nas atividades da vida cotidiana que pensam que a religião é uma perda de tempo.

Mas os "outros" convidados eram muito diferentes; não só eram muito religiosos, mas eram tão religiosos que "agarrando… maltrataram… mataram" o mensageiro. Esses são fanáticos religiosos que até recorrem à violência para silenciar ou eliminar aqueles cuja teologia não aceitam. É exatamente o que os líderes religiosos dos dias de Jesus fizeram com ele.

Em seguida, a parábola fala sobre aqueles de nós que somos gentios; nós estamos às esquinas, e não estávamos entre os convidados originais. No entanto, como Paulo explica em Romanos, nós fomos enxertados porque os ramos originais (os judeus) foram cortados devido à sua incredulidade (Rom. 11:17 e ss.). Embora o tom da parábola possa nos parecer bastante cômico devido à forma quase informal com que os servos saíram para convidar todos aqueles que estivessem dispostos a ir, tanto "gente boa e gente má", ela mostra claramente que o evangelho é para todos aqueles que quiserem aceitá-lo.

No final das contas, tanto aqueles que não o aceitarão quanto aqueles que aceitarão tomam uma decisão consciente. A escolha é deles; por isso, aqueles que acabam não participando do banquete "emudece[ram]". A culpa é toda sua.

Mas por que Jesus terminaria a parábola dizendo: "Porque muitos são chamados, mas poucos são escolhidos" (NVI-PT)?

Eu acredito que Jesus está chamando nossa atenção para dois aspectos igualmente verdadeiros de nossa fé.

Por um lado, a salvação é oferecida a todos, porque "…Deus tanto amou o mundo (todo)" (João 3:16). Portanto, muitos, aliás, todos, são convidados.

Por outro lado, cada um deve tomar a decisão de rejeitá-lo ou aceitá-lo. Mesmo aqueles que decidem não tomar uma decisão já tomaram a sua decisão, a saber, a de não aceitar a salvação oferecida por Jesus. Mas nosso Deus onisciente continua sendo Aquele que escolhe. É por isso que Jesus diz: "Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça" (NVI-PT). (João 15:16)

Eu sei que isso é um mistério; no entanto, não devemos fixar a nossa atenção em seu aspecto misterioso, mas no fato de que fomos escolhidos para cumprir um propósito, não o nosso, mas o de Deus.

Semana 10 Dia 7
22:15-22

  1. Estes mensageiros enviados pelos líderes religiosos nos deixaram uma descrição bastante detalhada do caráter de Jesus. Examine-se à luz do caráter de Jesus e reflita sobre como você pode imitá-lo:
    1. É um homem íntegro.
    2. Não se deixa influenciar.
    3. Não se prende à aparência dos homens.
    4. Ensina o caminho de Deus conforme a verdade.
  2. Antes de ler a resposta de Jesus, formule sua própria resposta à pergunta, "É certo pagar imposto a César ou não?". (Lembre-se de que a maioria dos césares eram homens implacáveis e violentos. Além disso, Tibério, o César dos dias de Jesus, também era preguiçoso, autoindulgente, hipócrita e altamente desprezado pelos historiadores, sem mencionar o fato de que representava o governo estrangeiro que estava ocupando o território judeu.)
  3. Se a "imagem" de César na moeda lhe conferia autoridade, qual é a "imagem" que confere a Deus autoridade sobre a terra?
  4. Uma vez que tudo o que pertence a César realmente pertence a Deus, o que a resposta de Jesus nos ensina sobre a relação que existe entre nós e o governo do nosso país? (vide Dan. 2:21.)
  5. Qual é a principal mensagem para você hoje e como pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
À imagem de deus

Jesus sabiamente se esquivou da armadilha preparada para ele pelos fariseus, os quais tinham se aliado aos seus inimigos, os herodianos, para prender o inimigo comum, Jesus. (Mat. 22:15-22) Ao fazer Sua famosa declaração: "Então, dêem a César o que é de César", Jesus usou a imagem que estava no denário romano para provar o Seu argumento. Em essência, o que Ele estava dizendo era que a imagem na moeda conferia autoridade a César. A pergunta que não posso deixar de fazer é esta: "Qual é a imagem nesta terra que confere autoridade a Deus?"

A resposta é óbvia: cada um de nós é essa imagem, uma vez que todos portamos a imagem do nosso Criador. (Tiago 3:9)

Esta é uma consideração incrível, porque se portamos a imagem de nosso Criador, cada parte do nosso ser pertence ao Criador. Temos que dar a Deus o que é de Deus.

Como cristãos, gostamos de pensar que, se dermos o dízimo, já teremos cumprido a nossa obrigação de honrar a Deus como nosso Deus. Mas a verdade é que nosso dízimo é simplesmente o nosso reconhecimento de que 100% de nós, 100% da nossa renda, 100% da nossa riqueza, e de fato, 100% de tudo o que temos, sejam bens tangíveis ou intangíveis, pertence a Deus. É nesse sentido que somos mordomos de Deus. Mesmo depois de termos dado tudo isso, não somos livres para usar nada do que ainda ficou em nossa posse.

Isso me lembra de certa serva de Deus que tem uma Bíblia em cuja capa estão impressas as seguintes palavras: "Para o uso de fulano de tal". A Bíblia é dela, mas ela entende que na realidade nada lhe pertence; tudo vem de Deus. Somos portadores de Sua imagem; portanto, essa imagem Lhe confere autoridade e posse absolutas sobre nós, os portadores.

Semana 11 Dia 1
22:23-33

Acredita-se que os saduceus eram uma classe sacerdotal que exaltava a Lei de Moisés acima de todas as outras escrituras do Antigo Testamento; uma vez que a Lei de Moisés não menciona a ressurreição, eles "dizem que não há ressurreição" (Vide COBTAEL, Vol. IX, p. 236.)

  1. Os saduceus realmente querem saber a verdade, ou estão apenas tentando comprovar o seu ponto de vista?
  2. Você já detectou uma atitude semelhante em si mesmo?
  3. Os saduceus estão citando Deuteronômio 25:5-10. Qual é a intenção da Lei de Moisés nessa passagem?
  4. Em sua opinião, por que o caso descrito pelos saduceus (o qual provavelmente era hipotético) tornaria improvável a existência da "ressurreição"?
  5. No versículo 29, de que tipo de erro Jesus os acusa e por que Ele o faz?
  6. O que o versículo 30 realmente significa? À luz desse significado, como você deve aplicá-lo em sua vida na terra?
  7. Aprendamos com a interpretação de Jesus de Êxodo 3:6. Qual é o contexto desta afirmação? Qual é o objetivo principal desta declaração feita por Deus? Como Jesus a interpreta?
  8. Por que a multidão ficou maravilhada com o ensino de Jesus? Você também o admira? Por quê?
  9. Qual é a principal mensagem para você hoje e como pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
Somos um "theatron"

Gosto da analogia que o Rev. David Ng usa para explicar esta vida e a próxima. Ele diz que a vida é como uma peça de teatro. Enquanto interpretamos os nossos papéis nesta peça como filhos, filhas, mães, pais e cônjuges, nós, como qualquer ator bom e fiel, não apenas os representamos, mas nos mergulhamos neles. Por isso, nosso riso é sincero, nossas lágrimas são reais e nossas lutas são emocionais. Se não nos identificássemos tanto com os personagens da peça, não poderíamos ser atores fiéis, não seriamos bons atores. Mas, uma vez que saímos do palco, seríamos tolos se ainda abrigássemos esse mesmo ódio, essa mesma dor e essas mesmas lutas. Seria ridículo se ainda nos apegássemos às relações filiais. Assim é esta vida na terra; nas palavras de Paulo, "viemos a ser um theatron"(1 Coríntios 4:9).

De fato, esta vida é passageira, muito fugaz em comparação com a eternidade. Neste teatro passageiro, temos todo tipo de relacionamentos, mas como Jesus diz aos saduceus em Mateus 22, assim que deixarmos este palco terrestre, seremos como os anjos no céu; todos os relacionamentos terrestres cessarão.

Mas a analogia termina aqui, uma vez que, por mais passageira que seja a nossa existência nesta terra, ela continua sendo real. Deus nos colocou aqui para aprender, experimentar e praticar a plenitude de Seu amor por meio de autênticos relacionamentos humanos. Uma vez que todos somos feitos à imagem de Deus, ser verdadeiramente humano é o mesmo que ser verdadeiramente semelhante a Deus, em cada aspecto de Seu caráter. Portanto, é uma bênção que, por meio dos relacionamentos dados por Deus, possamos aprender um pouco do significado de amar e sermos amados, segundo o amor de Deus, como maridos e esposas, pais e filhos, filhas e mães. No entanto, também é certo que, assim que deixarmos este palco terrestre, todos seremos simplesmente filhos de Deus.

Talvez essa compreensão nos ajude a ansiar pela eternidade e a aprender a nos apegar menos à nossa dependência emocional, especialmente quando se trata da partida de entes queridos.

Semana 11 Dia 2
22:34-46

  1. Em que sentido esta pergunta foi uma prova?
  2. O que teria motivado esta pergunta sobre qual é o mandamento mais importante de todos? É necessário que exista um mandamento mais importante que as outras? Qual teria sido a mentalidade ou abordagem à lei da pessoa que fez a pergunta?
  3. Devido à grande importância dos Dez Mandamentos, poderíamos pensar que o mandamento mais importante estaria entre eles; mas Jesus cita Deuteronômio 6:4-5 e Levítico 19:18. Por que Ele não citou diretamente dos Dez Mandamentos?
  4. Existe alguém que consiga "guardar" este primeiro e maior mandamento? Se ninguém pode realmente guardá-lo, para que serve? (vide Gálatas 3:24.)
  5. O homem que estava pondo Jesus à prova perguntou qual é o maior mandamento. Por que Jesus citou dois em vez de um? Que resposta pode ser encontrada no versículo 40? (O que significa "dependem"?)
  6. Leia 1 João 4:20-21. Como João esclarece a relação que existe entre esses dois grandes mandamentos?
  7. Qual é a principal mensagem para você hoje e como você pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
Os Mandamentos

Geralmente preferimos que as coisas em nossas vidas sejam organizadas e limpas, e em preto e branco; talvez esse desejo explique por que preferimos perguntas de escolha múltipla quando redigimos provas. Quanto mais preciso for determinado padrão ou requisito, mais justo será, ou mais fácil de administrar.

Infelizmente, a vida não é assim.

Por mais que a lei de nosso país busque ser clara e precisa, essa é uma meta impossível. Além de lacunas, a lei também tem áreas cinzas. E os advogados gostam disso. Quanto menos clara for a lei, mais eles poderão ganhar, aproveitando-se dela em seu próprio benefício ou no de seus clientes. Mas os advogados dos dias de Jesus não trabalhavam assim.

Eles tentavam tornar a lei o mais preto e branco possível; o resultado de sua tentativa de tornar a lei totalmente precisa, observável e moralmente mensurável foi que eles acabaram inventando centenas de regras adicionais.

A verdadeira questão é esta: por que Deus não a fez mais precisa desde o início? Será que Ele não conseguia fazer isso? A resposta é um retumbante "claro que não"!

Paulo nos explica que a Lei de Moisés foi dada não só para nos mostrar o caráter de Deus e Seu desejo para conosco, mas também para nos atrair a Cristo. Foi dado para nos mostrar que não há esperança para ninguém que tente guardá-lo a fim de obter justiça diante de Deus, ou seja, ter um status correto diante de Deus e um relacionamento com Ele. É por isso que precisamos de Cristo, que é a nossa justiça. Por isso, o que realmente importa não é a letra da lei, porque "a letra mata, mas o Espírito vivifica"; esta verdade é a essência da Nova Aliança. (2 Cor. 3:6)

Em Mateus 22, Jesus condensa de maneira ainda mais clara o espírito da lei em Sua resposta ao escriba que Lhe perguntou sobre o maior mandamento. Ao mencionar o amor ao próximo, ele acrescenta "Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas". (22:40)

Se realmente amarmos a Deus, amaremos uns aos outros. Se realmente amarmos a Deus e aos homens, já teremos cumprido a exigência de "toda" a Lei. Eu me pergunto por que queremos tanto que os Dez Mandamentos estejam pendurados nos tribunais, e não os dois Maiores Mandamentos que foram resumidos por Jesus. O que é que ainda não entendemos?

Semana 11 Dia 3
23:1-12

Os escribas eram professores profissionais da Lei, enquanto os fariseus se orgulhavam de ser seguidores estritos da Lei de Moisés.

  1. Vv. 1-4:
    1. O que significa sentar na cadeira de Moisés?
    2. Quais são os erros que eles estavam cometendo ao se sentarem na cadeira de Moisés?
    3. É difícil aceitar os ensinamentos de alguém que você sabe que não pratica o que ensina na igreja? Por que Jesus nos manda obedecer a esse tipo de pessoa?
    4. Seja honesto consigo mesmo: você também é culpado desse tipo de hipocrisia?
  2. Vv. 5-7:
    1. Qual era o problema fundamental desses líderes religiosos?
    2. Em que áreas eles manifestavam seus problemas?
  3. Examine-se à luz dos erros desses escribas e fariseus. Nos vv. 8-12, Jesus nos exorta a não cairmos nos erros deles, além de nos mostrar quem somos nós e quem é Deus:
    1. Quem somos nós?
    2. Quem são Deus e Cristo?
    3. Portanto, no contexto da igreja de Deus, devemos nos chamar de rabinos, pais (ou doutores) ou professores?
  4. O último versículo desta passagem parece incluir uma "garantia". O que é essa garantia?
  5. Como podemos crescer para que, em vez de ter uma humildade forçada, sejamos humildes por natureza?
  6. Por que você acha que Jesus sentiu a necessidade de atacar os escribas e fariseus com tanta aspereza?
  7. Qual é a principal mensagem para você hoje e como você pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
Somos irmãos

Como cristãos que vivem após a Reforma, nós temos a tendência de questionar o uso que faz a Igreja Católica do título "Padre" (o qual significa "pai"), especialmente à luz do ensino claro de Jesus em Mateus 23:9, "A ninguém na terra chamem 'pai'…".

Jesus está atacando a arrogância dos fariseus e seu desejo de se elevar acima dos outros que pertenciam ao povo de Deus. É por isso que Jesus nos lembra de que somos todos irmãos e irmãs e somente Deus é nosso Senhor, nosso Pai e nosso Mestre.

Mas apesar de que olhamos com desconfiança (e com razão) o uso de títulos como "Papa" e "Padre", a realidade é que nós não somos melhores. Quantos pastores insistem que seus cartões de visita incluam o título "doutor" (seja Ph.D. ou D. Min), ou que a congregação os chame assim! Será que título de pastor ou reverendo não é digno o suficiente para eles?

Já era bastante ruim que os fariseus tivessem ocupado a cadeira de Moisés (Mt 23:2). De quem é a cadeira que estamos tentando ocupar na casa de Deus?

É óbvio que esse tipo de orgulho e desejo de nos engrandecer não é um problema somente do clero. Como o reverendo Stephen Chan disse certa vez: "Muitos daqueles que não conseguiram ocupar uma posição de poder no mundo secular recorreram a buscar poder na igreja". Na minha experiência pessoal, essa fome de poder e reconhecimento não se limita àqueles que não conseguiram obtê-los no mundo secular. Buscar poder e reconhecimento, seja no mundo ou na igreja, faz parte da natureza humana que todos nós temos. Portanto, todos devemos prestar atenção à repreensão que Jesus deu aos fariseus, uma vez que, na verdade, não somos muito diferentes deles.

Semana 11 Dia 4
23:13-22

Depois de seus ataques duros contra esses líderes religiosos, Jesus continua com uma passagem normalmente conhecida como os "sete ais" contra os fariseus. Hoje examinaremos os três primeiros ais:

  1. O primeiro ai (vv. 13-14)
    1. De que pecado Jesus os acusa?
    2. Você consegue pensar em alguma religião / seita "cristã" contemporânea que poderia ser culpada do mesmo pecado?
    3. Quais são os "métodos" pelos quais evitam que seus rebanhos entrem no reino de Deus?
    4. Nesse sentido, por que Jesus os chama de hipócritas?
  2. O segundo ai (v. 15)
    1. De acordo com a descrição de Jesus, que tipo de sacrifício e determinação mostravam esses fariseus e escribas?
    2. Por que eles fariam um esforço tão grande? Quais teriam sido os seus motivos?
    3. Que verdade isso nos ensina sobre os mórmons e as Testemunhas de Jeová?
  3. O terceiro ai (vv.16-22)
    1. O que significa o termo guia cego?
    2. Como uma pessoa pode se converter num guia cego?
    3. Por que esses líderes distinguiam entre jurar pelo ouro do santuário e jurar pelo próprio santuário?
    4. E o altar e as ofertas? Por que eles tentariam distinguir entre essas duas coisas?
    5. Como eles teriam tentado justificá-lo?
    6. Quais teriam sido suas verdadeiras intenções?
    7. Em que sentido eles são ao mesmo tempo cegos e insensatos?
    8. Como os versículos 20-22 dão uma resposta às suas (malvadas) intenções?
  4. Dos três ais mencionados acima, qual seria o pecado mais grave?
  5. Portanto, qual é a mensagem essencial dessas advertências e como você pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
Você não está longe do Reino de Deus!

Embora cada evangelho sinóptico (Mateus, Marcos e Lucas) inclua uma perspectiva diferente do diálogo que ocorreu entre Jesus e o escriba sobre qual era o maior mandamento, somente o diálogo registrado por Marcos termina com as seguintes palavras perturbadoras de Jesus: "Você não está longe do Reino de Deus". (12:34)

Apesar de que as intenções do escriba parecem ter sido colocar Jesus à prova, seu elogio sábio e talvez sincero à resposta de Jesus o aproximou muito do Reino de Deus. No entanto, ele ainda não estava dentro do Reino. Não era suficiente respeitar Jesus como um mestre sábio, e nem mesmo como um profeta; ele precisava acreditar nEle como o Messias, o Filho de Deus.

Ainda me lembro da vez em que fiquei no assento ao lado de um mórmon num vôo de São Francisco para Vancouver. Ele era médico e tinha uma família maravilhosa. Descobri ao longo de nossa conversa que ele levava os ensinamentos de sua igreja a sério e, assim como o jovem rico com quem Jesus falou, estava tentando sinceramente guardar todos os mandamentos. O que suscitou a nossa conversa foi o fato de ele estar lendo o Livro de Mórmon e eu a Bíblia. Ambos estávamos tendo o nosso tempo devocional. Quando no final do voo a nossa conversa terminou, eu já gostava muito dele. Mas saí com a sensação assustadora de que, embora ele estivesse tão perto do Reino de Deus, não estava dentro dele. Ele ainda precisava crer em Jesus Cristo como o Filho de Deus e o único caminho para a salvação.

Não posso deixar de pensar na repreensão que Jesus deu a esses fariseus que se esforçavam tanto, que viajavam por terra e mar para ganhar um único converso e que "quando conseguem … o tornam duas vezes mais filho do inferno" do que eles. (Mateus 23:15).

Uma vez que vivemos no meio de uma geração moralmente corrupta, somos muito tentados a admirar muitas das famílias mórmons por causa de suas convicções morais e estilo de vida. Oremos por eles, para que essas coisas não lhes deem um falso sentimento de segurança eterna, mas que os façam compreender sua necessidade de salvação por meio de Cristo, uma vez que a salvação é somente pela fé em Jesus Cristo, e não pelas obras, para que ninguém se glorie. (Efésios 2:9)

Semana 11 Dia 5
23:23-28

  1. O quarto ai (vv. 23-24):
    1. Jesus pensa que o dízimo não é importante?
    2. Qual deve ser o propósito do dízimo?
    3. Por que a justiça, a misericórdia e a fidelidade são os preceitos mais importantes da lei?
    4. Nas metáforas de Jesus, o que representa o mosquito e o que representa o camelo? (Nota: parece que os fariseus se esforçavam para dar dízimos de tudo, até mesmo dos menores ingredientes usados na preparação de alimentos, conforme mencionado por Jesus.)
    5. À luz disso, de que eles eram culpados?
  2. O quinto ai (vv. 25-26.):
    1. Os fariseus enfatizavam a necessidade de uma pessoa estar cerimonialmente pura para poder entrar no templo. A que se referem (ou o que representam) os copos e pratos mencionados por Jesus?
    2. Por que ao limpar o interior também estariam limpando o exterior? Sobre o que Jesus está falando aqui?
    3. Em que sentido os fariseus eram gananciosos (vide Marcos 12:40.)?
    4. Em que sentido eram auto-indulgentes?
  3. O sexto ai (vv 27-28.):
    1. De acordo com Lightfoot, a razão que os judeus caiavam os seus sepulcros não era fazê-los bonitos, mas alertar as pessoas a não se aproximarem para que não se tornassem imundas. À luz disso, você entende por que Jesus os comparou com sepulcros caiados?
    2. Como podemos ser culpados do mesmo pecado?
  4. Qual dos três ais mencionados acima seria o pecado mais grave?
  5. Qual é a mensagem essencial dessas advertências e como você pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
Antes ou depois dos impostos?

Uma das perguntas mais frequentes sobre o dízimo é se os 10% devem ser baseados na renda antes ou depois dos impostos.

Muitas vezes eu me pergunto quel é o motivo dessa pergunta.

Precisamos entender primeiro que o dinheiro que oferecemos a Deus é uma expressão das seguintes coisas:

  1. Nosso amor por Deus e Seu povo
  2. Nossa ação de graças por Sua abundante provisão
  3. Nosso reconhecimento de que Ele é a verdadeira fonte de nossas riquezas
  4. Nosso reconhecimento de que Ele de fato ainda é o nosso dono e o dono de tudo o que temos
  5. Nossa fé em que Ele nunca nos deixará envergonhados, nem permitirá que nos falte o que precisamos, independentemente de quanto demos conforme o Espírito nos move,

Se realmente entendermos as verdades acima, nunca faremos tal pergunta. Em vez disso, faremos constantemente a seguinte pergunta: "Senhor, estou Te amando o suficiente com o meu dízimo? Porque Tu mesmo disseste: 'Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração'." (Mateus 6:21).

Semana 11 Dia 6
23:29-36

O sétimo ai:

  1. Jesus predisse o sofrimento e o martírio de Seus seguidores, e esses eventos são detalhados no livro de Atos:
    1. Como Seus seguidores seriam tratados?
    2. Nas mãos de quem eles seriam perseguidos?
  2. Por que seus antepassados derramaram o sangue dos profetas?
  3. Por que os fariseus pensavam que eles seriam diferentes de seus antepassados?
  4. Por que eles acabaram não sendo diferentes de seus antepassados?
  5. Por que era necessário que eles fossem responsáveis por "todo o sangue justo derramado na terra, desde o sangue do justo Abel, até o sangue de Zacarias"?
  6. Por que Jesus os chamaria de "raça de víboras"?
  7. Qual será a sua punição?
  8. Qual é a principal mensagem para você hoje e como você pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
Nós somos diferentes. É mesmo?

Por meio do privilégio que tenho de andar junto a meus queridos jovens casais cristãos enquanto os conduzo em sessões de aconselhamento pré-matrimonial, tenho aprendido que não sou o único que deseja ser diferente de meus pais, especialmente de meu pai.

Talvez seja um desejo típico de quem cresceu numa família oriental tradicional. O sistema de valores, a perspectiva cultural e a abordagem menos relacional à vida são alguns dos seus aspectos que não queremos imitar. Por isso, acreditamos que nós somos não-conformistas. Somos diferentes de nossos pais.

No entanto, a realidade é que nós não somos tão diferentes deles. Provavelmente recebemos uma educação mais liberal por termos vivido numa geração completamente diferente. E aqueles de nós que somos cristãos nascemos de novo em Cristo e precisamos estar totalmente livres da escravidão da nossa velha cultura, sistema de valores e forma (ou filosofia) de abordar a vida. No entanto, muitas vezes não entendemos que, embora nossa posição seja a de uma nova criação em Cristo, a implementação concreta dessa mudança em nossa vida continua sendo um processo. A renovação da nossa mente em Cristo ainda é um processo constante (Rom. 12:2); na verdade, é um processo muito longo, um processo que dura a vida inteira. E conforme entramos nesta nova vida por meio do Espírito Santo, o processo de renovação ainda é a obra do Espírito Santo. (Gálatas 3:3)

Foi esse o erro dos fariseus. Eles sabiam pela Bíblia que seus antepassados cometeram um erro ao rejeitar e perseguir os profetas, e pensavam (ou talvez até juravam) que eles seriam diferentes. Mas o que não percebiam é que eles não eram diferentes. Nós não somos diferentes. Se usarmos os nossos próprios esforços e determinação, repetiremos os mesmos erros das gerações passadas. Nenhum tipo de educação, determinação pessoal, ou disciplina espiritual poderá nos tornar diferentes. E embora sejamos cristãos, ainda precisamos nos arrepender continuamente e depender do Espírito Santo para que possamos abandonar paulatinamente a nossa velha natureza e viver a nova.

Semana 11 Dia 7
23:37-39

  1. Por que Jesus lamentou sobre "Jerusalém"? O que Jerusalém representa? Ela ainda o representa hoje?
  2. Qual era a missão dos profetas (vide Ezequiel 3:16-21)?
  3. Muitos profetas foram mortos ou apedrejados. Por que, então, Deus continuou enviando-os, de acordo com o versículo 37?
  4. O coração de Deus é diferente hoje …
    1. … com relação a Jerusalém?
    2. … com relação ao mundo?
    3. … com relação à cidade onde você mora?
  5. O que Deus está fazendo hoje para reunir as pessoas e trazê-las para Ele?
  6. Nesse sentido, qual seria o papel que Ele tem dado a você?
  7. Quão semelhante seria esse papel ao dos profetas da antiguidade?
  8. Como foi cumprida a profecia do versículo 38?
  9. Essas pessoas (os habitantes de Jerusalém, os judeus) eventualmente terão a oportunidade de ver a Cristo?
  10. Qual é a principal mensagem para você hoje e como você pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
A lamentação sobre Jerusalém

Ontem à noite, ouvi o poderoso discurso que Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, deu na AIPAC. Em seu discurso, ele expôs vigorosamente o direito de Israel de se defender contra a provável ameaça de um ataque com armas nucleares vindo do Irã. Nesse discurso, ele mencionou que Israel é o único país da região que tem uma democracia genuína, onde as mulheres são tratadas com igualdade e onde os cristãos podem praticar sua religião livremente.

Eu sou uma pessoa que respeita e apóia o povo de Israel como o Povo de Deus pelo qual recebemos a preciosa herança do Velho Testamento; ao mesmo tempo, estou perfeitamente ciente do fato de que este povo ainda não contemplou "aquele a quem traspassaram". (Zacarias 12:10)

Nas palavras do autor de RealChristianity.com: "Embora houvesse uma parte de mim que tinha o maior respeito por esses judeus, havia outra que estava triste porque eles ainda estavam cegos e esperavam o seu Messias, apesar de que Ele já veio na pessoa de Jesus (Yeshua) Cristo ".

Mas existe algo que é pior ainda:

Outro relatório diz que "a terrível situação dos cristãos palestinos na Cisjordânia, Gaza e em áreas dentro de Israel é uma das histórias menos comentadas da perseguição contra os cristãos …" (www.persecution.org)

Eu recebo atualizações pessoais de um casal de missionários cristãos cuja casa (localizada numa das cidades de Israel) tem sido atacada por judeus ortodoxos.

Embora eu acredite que devemos defender o direito de Israel de existir como nação e amá-lo como povo de Deus, não devemos esquecer de orar para que os judeus se arrependam diante daquele a quem traspassaram. Eu acredito que nosso Senhor Jesus continua lamentando sobre Jerusalém, assim como Ele fez há 2.000 anos.

Semana 12 Dia 1
24:1-14

O templo que os discípulos conheciam ainda estava sendo reconstruído, e as obras eram apoiadas por Herodes. Embora não se podia comparar a beleza desse templo com o esplendor da construção original de Salomão, era uma obra arquitetônica impressionante: as pedras usadas em sua construção eram enormes e seu exterior brilhava ao ser iluminado pelo sol.

  1. O que o templo representava para o povo?
  2. O que o templo representava para Deus?
  3. O que significa a frase "não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas" (NVI-PT)?
  4. Quando o Templo foi destruído no ano 70 d.C. por Tito, o general romano, o que essa grande destruição significou para o povo e para Deus?
  5. Os discípulos relacionavam a destruição do templo com a segunda vinda de Jesus e com o fim dos tempos. Jesus contestou o ponto de vista deles? Por que não?
  6. À luz disso, faça uma lista dos sinais nos vv. 5-8, levando em conta o seguinte:
    1. Quais deles já aconteceram na história?
    2. Quais estão acontecendo em nossos dias?
    3. Quais ainda não aconteceram?
  7. Você acha que estamos vivendo no "tempo do fim"? Por que ou por que não?
  8. Jesus enfatiza nos vv. 9-12 que o sinal da perseguição ocorrerá antes de Sua vinda. Embora no contexto imediato Ele tenha mencionado "os tribunais" e "as sinagogas" (segundo Marcos 13), trata-se de algo que se estende para além desses lugares.
    De acordo com um relatório, o número de mártires no último século foi maior do que em qualquer outra época da história do cristianismo. Pense nos nomes de cinco países onde você sabe que atualmente há perseguição contra os crentes (se você tiver acesso à Internet, reserve um tempo hoje para visitar www.persecution.org).
  9. Você deve temer a perseguição? (vide Lucas 21:19)
  10. Embora todos os sinais se intensificarão, qual deles, segundo Jesus, será o último, após o qual "virá o fim"?
  11. À luz disso, como devemos viver?
  12. Qual é a principal mensagem para você hoje e como você pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
Indestrutível?

Em termos de esplendor e qualidade, o templo dos dias de Jesus não se comparava comaquele que Salomão construiu; mesmo assim, era um edifício tão imponente que um dos discípulos disse a Jesus:

"Mestre, olha que pedras e que edifícios! (ARC) (Marcos 13:1)

Hoje, só podemos imaginar como eram as pedras ainda mais maciças do Templo de Salomão, e a sua magnificência ainda maior. Não é de se admirar que para o povo de Israel era impensável que Deus abandonaria Seu templo, ou que o templo poderia ser destruído ou profanado pelos gentios. Mas foi destruído pelo rei Nabucodonosor. Pela misericórdia de Deus, alguns dos exilados puderam retornar à sua terra por ordem de Ciro, o rei persa, onde reconstruíram o templo. Mas foi destruído novamente, e dessa vez, no ano 167 a.C., foi profanado pelo infame Antíoco IV Epifânio. Enquanto o rei Herodes governava Jerusalém para o Império Romano, ele investiu muito trabalho e dinheiro na restauração do templo a fim de agradar ou apaziguar os judeus. Ficou tão esplendoroso que os judeus pensaram novamente que era indestrutível, e que Deus nunca abandonaria o Seu templo. A história tende a se repetir. Mais uma vez, a profecia (desta vez dada por Jesus) sobre sua destruição foi cumprida em 70 d.C.

Os judeus não foram os únicos a repetirem esse erro. Muitas pessoas que viveram no auge do Grande Império Britânico pensavam que o sol nunca se poria no seu império, mas foi exatamente o que aconteceu. Os muitos países europeus que uma vez reconheciam a Deus como seu Deus e prosperavam, um por um, viram a sua supremacia mundial diminuir, tornando-se insignificante.

Embora possamos debater se muitos dos fundadores dos Estados Unidos não eram nada mais que deístas, é indiscutível que a nação foi estabelecida honrando a Deus como seu Deus e que tem substituído o Grande Império Britânico como a potência mundial dominante. No entanto, é muito evidente que a nação tem esta mesma tendência de seguir os passos dos países europeus, tornando-se mais secularizada e retirando Deus de sua vida pública. Se pensamos que os Estados Unidos como potência mundial nunca se tornarão insignificantes, ainda não aprendemos da história. A única esperança da nação é voltar a Deus.

Semana 12 Dia 2
24:15-31

Nesta passagem, Jesus continua sua profecia sobre a "Grande Tribulação" e parece mencionar diversos aspectos desse período:

  1. Os versículos 15-20 são dirigidos aos judeus:
    1. Quem é o personagem principal, aquele que é responsável pela grande angústia? (Talvez deseje consultar Dan. 7:8, Apocalipse 19:20, 2 Tes. 2:4-8, etc.)
    2. Qual é sua impressão a respeito do período descrito nos vv. 16-20?
    3. Que detalhes sugerem que os principais destinatários são os judeus?
  2. Os versículos 21-28 são dirigidos ao mundo inteiro:
    1. Quão severa será a Grande Tribulação?
    2. Como a crença num arrebatamento "pré-tribulacional" afeta a nossa interpretação da identidade dos "eleitos" mencionados nesta seção? (Ou seja, se os crentes forem arrebatados antes da Grande Tribulação, quem serão os "eleitos"?)
    3. É evidente que os falsos cristos e falsos profetas podem realizar grandes milagres; portanto, como podemos reconhecer que são falsos?
    4. Como o v. 27 nos ajuda a reconhecê-los (pelo menos os falsos cristos)?
  3. Os versículos 29-31 tratam dos últimos sinais e da Sua vinda:
    1. Tente fazer um desenho destes últimos sinais.
    2. Embora muitos dos primeiros sinais já tenham ocorrido (com vários níveis de intensidade), podemos dizer que esses últimos sinais já ocorreram?
    3. Por que todas as nações se lamentariam? Qual seria a razão de sua lamentação?
    4. Por outro lado, como será esse dia para os "eleitos"?
  4. Qual é a principal mensagem para você hoje e como pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
A fala sobre a vinda de Jesus

Certa vez, Martyn Lloyd-Jones comentou que se você quiser atrair uma multidão à igreja, é só preparar uma pregação sobre a santidade ou sobre o fim dos tempos. É obvio que ele disse isso com sarcasmo. Sem dúvida, uma pregação sobre a santidade seria recebido de bom grado, pois muitos cristãos anseiam ouvir verdades expostas corretamente, não tanto para seu próprio proveito, mas para repreender os outros. Uma pregação sobre os últimos tempos lhes daria uma satisfação semelhante a esse, mas só porque satisfaria a sua curiosidade.

Portanto, como pastor, eu tenho sentimentos contraditórios sobre pregar sobre a parusia (quer dizer, a segunda vinda de Cristo). Por um lado, como pastor, é minha responsabilidade fazê-lo, uma vez que a Bíblia nos manda a dar uma advertência urgente em tempos como os que estamos vivendo hoje. Por outro lado, a curiosidade da maioria dos cristãos com relação ao fim dos tempos com frequência vai além daquilo que é saudável.

Há muitos anos, eu tirei muito proveito do livro The Late Great Planet Earth, usando-o como uma ferramenta pré-evangelística muito eficaz, e espero que os pregadores continuem a pregar e alertar sobre o que a Bíblia diz com respeito ao retorno iminente de Cristo, mas que o façam com integridade, ensinando somente o que pode ser conhecido e evitando o sensacionalismo.

Semana 12 Dia 3
24:32-39

Jesus usa uma figueira como analogia ao encerrar esta predição dos sinais do fim dos tempos, feita em resposta às perguntas dos discípulos em 24:3:

  1. Ao refletir sobre todos os sinais apresentados nos versículos anteriores, você tem a impressão de que Jesus "já está na porta"? Por que ou por que não?
  2. Por que Jesus enfatiza que Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão"?
  3. Embora a frase "esta geração" esteja aberta a várias interpretações ou especulações, talvez a mais natural neste contexto seja que se refere à geração na qual todos esses sinais convergirão. Será a nossa geração?
  4. Baseado no v. 36, qual deve ser nossa reação aos pronunciamentos que os autoproclamados profetas fazem sobre o tempo da vinda de Jesus?
  5. Por que Deus, nosso Pai, não nos indicou um tempo mais específico para que fôssemos melhor preparados para enfrentar a vinda de Jesus?
  6. Como a Sua vinda será semelhante à chegada do dilúvio? Faça uma comparação detalhada e analítica.
  7. Que lições devemos aprender com o dilúvio?
  8. Qual é a principal mensagem para você hoje e como você pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
Nem o filho do homem

Muitos estudiosos liberais da Bíblia usam o comentário de Cristo sobre o fato de que ninguém, nem o Filho (Mateus 24:36), sabe o dia ou a hora (de Seu retorno) para sugerir que Jesus é um Deus inferior ao Pai. Imaginemos por enquanto que esses estudiosos tenham razão: a pergunta que então surgiria é por que o Pai ocultaria esse conhecimento do Filho. É inconcebível que o Pai não tenha suficiente confiança no Filho para compartilhar com Ele informação sobre um evento cujo foco é o próprio Filho.

Mas antes de fazer esta declaração, o Filho se refere a Si mesmo como o Filho do Homem, um termo que aponta claramente para a humanidade de Jesus Cristo em Sua encarnação e em Sua obra substitutiva de redenção para toda a humanidade. Eu acho que Ele está se referindo ao Seu aspecto humano para enfatizar a importante verdade de que ninguém deve especular sobre o dia ou a hora de Sua vinda. Mas se esse for o caso, por que Ele teria compartilhado tantos detalhes sobre todos os sinais que ocorreriam, os quais levaria à sua eventual parusia? A resposta realmente é muito lógica: uma vez que esses sinais estão acontecendo diante de nossos olhos, não temos desculpa nenhuma para não nos preparar para a Sua vinda. No entanto, mesmo diante desta afirmação tão clara de que ninguém pode saber a hora e o dia, vemos que já houve inúmeras especulações irresponsáveis e bizarras ao longo dos séculos; imagine quantas mais haveria se o Senhor não tivesse feito essa afirmação!

Os cristãos não devem ficar obcecados com o momento preciso da parusia, porque mesmo se Jesus não vier durante a nossa vida, todos teremos que morrer e enfrentar o nosso Criador após esta curta existência na terra. De uma forma ou de outra, nós O veremos e teremos que dar conta de nossas vidas.

Semana 12 Dia 4
24:40-51

  1. Nesta passagem, Jesus usa outra analogia (uma analogia agrícola com a qual seus ouvintes estariam familiarizados) para deixar claro o que Ele quer dizer. Qual é o Seu argumento? Para quem é dirigido?
  2. Leia 2 Pedro 3:8-10 e reflita sobre as palavras de Pedro sobre o mesmo assunto. (Lembre-se de que Pedro ouviu estas palavras de Jesus com os seus próprios ouvidos.)
  3. (1) A hora inesperada: a analogia do roubo:
    1. Você já adormeceu apesar de tentar ficar acordado? O que foi que o fez cochilar e como você poderia tê-lo evitado?
    2. Como você pode pô-lo em prática, "ficando de guarda" como Jesus nos ordenou?
    3. Na Bíblia, a palavra "oração" geralmente ocorre junto com a ideia de vigiar e estar preparado (por exemplo, em 26:41). Como a oração nos poderia ajudar a ficar acordados e vigiar?
  4. (2) A hora inesperada: os servos da casa
    1. Quais são as características de um servo fiel e sábio?
    2. Que tipo de desafio representaria para qualquer servoa "demora" da vinda de seu senhor?
    3. Quais são as características do servo iníquo?
    4. Como este servo é diferente do servo fiel, com relação às seguintes áreas:
      1. O tipo de relacionamento que eles têm com o senhor
      2. A atitudes de cada um em relação às suas responsabilidades
      3. A atitudes de cada um em relação aos seus colegas de trabalho
      4. Quão "prontos" eles estão para enfrentar o seu senhor
      5. Sua eventual "recompensa"
    5. Quem seriam os "hipócritas" mencionados no v. 51?
  5. Qual é, então, a mensagem essencial desta advertência, e como você pode aplicá-la em sua vida?
Reflexão Meditativa
Face a face com Cristo, meu Salvador

Muitas palestras sobre a segunda vinda do Senhor focam o negativo. Talvez isso seja apropriado para aqueles que ainda não acreditam em Jesus. Mas para os crentes, devia ser um evento de grande alegria, pois poderemos ver Aquele que nos ama tanto que morreu por nós, Aquele que tanto amamos. Meditemos sobre este belo hino de Carrie E. Breck (1898).

Coro
Face a face eu hei de vê-Lo,

Quando vier em glória e luz;
Face a face lá na glória
Hei de ver meu bom Jesus!

  1. Quanto almejo ver a Cristo!
    Ver-Lhe o rosto, que prazer!
    Quando enfim, no lar eterno,
    Poderei pra sempre O ver!
  2. Muito ao longe já O avisto,
    Vejo como por um véu,
    Mas desejo em breve vê-Lo
    Face a face lá no Céu!
  3. Oh! que encanto estar com Cristo,
    Onde já não há mais dor!
    Livre de qualquer perigo,
    Desfrutando Seu amor!
  4. Face a face, que alegria
    Há de ser viver assim,
    Vendo o rosto tão querido
    De quem morto foi por mim!

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